11 de out. de 2015

ODE AOS GATOS – GATOS NA ARTE.

Gato em cerâmica – Carole Fleischman.


“Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se a si mesmo como o gato” - Artur da Távola


Albert Anker - Swiss artist, 1831-                       1910.


“Um cão, eu sempre disse, é prosa; Um gato é um poema” (Jean Burden).  


Portrait of Mademoiselle Julie Manet With Cat by Pierre-Auguste Renoir, 1887





















“Gatos amam mais as pessoas do que elas permitiriam. Mas eles têm sabedoria suficiente para manter isso em segredo.” - Mary Wilkins.


Abbott Handerson Thayer – Girl with Kitten.


Os gatos foram fonte de inspiração ao longo de toda a história da arte aos artistas, por si só, pessoas sensíveis, enigmáticas e muitas vezes incompreendidas. Convido-as a seguir a apreciar mais algumas destas obras magníficas.


Aldemir Martins - Gato Colorido – Serigrafia



Franz Marc Two cats sketch 1909    


John-Frederick-Herring-                                                                   Senior-Two-cats


O felino é lindo em todos os sentidos! Para os olhos observadores, a estética de seu corpo em movimento aparenta uma coreografia. Para as mentes ativas, tanta destreza e inteligência impressionam. Para os corações verdadeiros, seu olhar e companheirismo são intensamente perfeitos. Toda pessoa que tem um mínimo de sensibilidade, tem afinidade com felinos.



Alfred Ward 19th century          



Will Barnet  - Cat lover – 1987


George Hardy, ‘A Winter’s Morn’       



O gato diferente do cão sorri em silêncio, porque é introspetivo por natureza. Se formos atentos poderemos observar apenas um ligeiro movimento de baixar as orelhas e apertar um pouco os olhos, como se estivessem feridos por uma luz. Esta é a maneira felina de nos dizer que somos bem vindos ao seu mundo indecifrável, quase que inatingível.


Sleeping Cat Print by Kellas Campbell 



Cats, wood engraving John Nash                



Frank Meckworth - White cat – 1931



Norbertine Bresslern-Roth                                                                             - Austria - 1925 – Woodcut


Paul Klee – A kind of a cat. – 1937



Jean Metzinger  - the cat -                                                1915.



Não late, isto seria uma degradação para a espécie, porém ronrona de prazer. Nunca, em tempo algum espere que ele demonstre a humildade dos canídeos, eventualmente porque se recorde vivamente de seus ancestrais divinizados, talvez porque jamais se fará brinquedo em mãos alheias, ou ainda, apenas porque veio ao mundo para ensinar aos homens uma importante lição: a de que cada felino por menor que seja tem o seu ritmo, sua maneira de interagir com o seu entorno e nunca aceitara que lhe imponhamos o que quer que seja.



Aldemir Martins – Gatos.  


Chatte et ses petits - Franz Marc


Antonio Guzman Capel                    



Study Cat with Birds - Ernst Graupner                           Germany 1917 a 1989


August Macke - Still Life                                                                with Cat, 1910



Lebeide with Sulin, 1943 - Orovida Camille Pissarro



Nikolai Aleksandrovich Tarkhov - Russia - 1871 a 1930 Still Life with flowers


Cat and Butterfly V - Diane                                                   Hoeptner



Cuno Amiet - Swiss painter - 1868 a 1961 - cat 1902



Dissimulados? Jamais, eles não se dariam ao trabalho de fingir o que não sentem, o que não lhes vai em suas almas felinas. Apenas desprezam o poder porque desprezam a servidão, não são por natureza seres servis.



Daniel Gerhartz, - Winter’s Warmth



Franz Marc cat lying down sketch




          Le chat by Frans Masereel, 1955



Jacques Nam Gray Cat and White Cat. 20th century



 John Frederick Lewis -  Pre                                                       Raphaelite


Joseph Kleitsch - Angora  



  Liegende Katze (Boby), 1919 Ernst Ludwig Kirchner


Lucy Willis - Black Cat - watercolor


Midori Yamada


Conquistá-los requer paciência, principalmente muito respeito, uma vez que não podemos moldá-los a nós. É necessário conquistar-lhes a confiança, verdadeiramente fazer por merecer sua atenção e seu amor e então certamente, eles nos brindarão com um amor elegante, profundo, e intuitivamente conhecerão a hora certa de nos fazer sabe-lo. Há que possuir a capacidade de amá-los discretamente, penso eu, sem muito alarme, de forma requintada, meio que fazendo que não os vê para chamar-lhes a atenção. Receber o amor de um gato é um presente imensurável que cabe aqueles que sabem honrá-los.


          Mischa Askenazy  - 1888 a 1961



Norbertine Bresslern-Roth 



Saroyan, from Cats a Portfolio. 1943.-                                 Clare Turlay Newberry



Sketchbook Cat, wood block print - M.C Escher


Sleeping Cat - Ruskin Spear



Sleeping Cat Print by                                                                      Kellas Campbell



Sleeping Cat. Late 19th-early 20th century.- Jacques - Émile Blanche



The cat and the two sparrows, 1925                               Marc Chagall



Thomas Gordon Lindsay Gutteridge   - Watercolor of a Siamese cat


                Walter Anderson


Woman and Two Cats lithograph, 1969 - Will Barnet


Young Child with a Black Cat, 1908. Oil on canvas. - Nikolai Tarkhoff

15.000 VISUALIZAÇÕES.

Arte Gráfica - Bruno Corecco.


"Levei quatro anos para pintar como Raphael, mas uma vida inteira para pintar como uma criança." - Pablo Picasso

“It took me four years to paint like Raphael, but a lifetime to paint like a child.” – Pablo Picasso

"Es dauerte vier Jahre, um wie Raffael zu malen, aber ein Leben lang,um wie ein Kind zu malen." - Pablo Picasso

"Mi ci sono voluti quattro anni per dipingere come Raffaello, ma una vita per dipingere come un bambino." - Pablo Picasso

"Il m'a fallu quatre ans pour peindre comme Raphaël, mais une vie pour peindre comme un enfant." - Pablo Picasso

"Me tomó cuatro años para pintar como Rafael, pero toda una vida para pintar como un niño." - Pablo Picasso

27 de set. de 2015

ANSELM FEUERBACH - A ARTE DO BELO

Anselm Feuerbach - Das Urteil des Paris, von 1869 bis 1870.

“O pintor precisa de quatro coisas: um coração terno, olhos agudos, mão fácil e pincéis sempre bem lavados.” - Anselm Feuerbach


Anselm Feuerbach - Self-Portrait.         

Pintor alemão nascido em Speyer, Alemanha, em 12 de setembro, 1829. Considerado o mais importante pintor alemão da escola clássica do século XIX, ao lado de Arnold Böcklin (Suíço) e Hans von Marées, os três artistas ficaram conhecidos como os “Deutschrömer” ("Romanos alemães"), devido à sua preferência pela arte italiana sobre a arte alemã.

Geburtshaus von Anselm Feuerbach in Speyer - casa onde Anselm Feuerbach nasceu - Speyer.
Anselm Feuerbach.                                     

1878 - The Artist's Step-mother, Henriette Feuerbach.

Retratou figuras humanas baseado em artistas clássicos e nos renascentistas italianos, além de paisagens com temas mitológicos. Possuía o conhecimento do mundo clássico e suas composições eram imbuídas da dignidade e simplicidade das estátuas da arte grega.

Medeia, 1870 óleo sobre tela - Anselm Feuerbach.  


The death of the poet                                                        Pietro Aretino, 1854 - Anselm Feuerbach.


Anselm Feuerbach – Badende Kinder, 1864.


Anselm Feuerbach - Medea an der Urne       


Mandolin Player, 1868 oil on canvas -                             Anselm Feuerbach.


Zigeunertanz (Gypsy Dance), 1853, oil on canvas 
by Anselm Feuerbach.


Anselm Feuerbach - Paolo and Francesca – 1864.

Head Study of a Girl with Vine Leaves in Her Hair, 1852 - Anselm Feuerbach.


Anselm Feuerbach - Nanna, c.1829.     


Ruhende Nymphe 1870 - Anselm Feuerbach.


Após passar pelas escolas de arte de Düsseldorf e Munique, ele foi para Antuérpia e depois para Paris, onde se beneficiou dos ensinamentos de Couture, e produziu sua primeira obra-prima, “Hafiz na Fonte” em 1852.


Hafiz at the Fountain - Anselm Feuerbach - 1852.


Mais tarde muda-se para Veneza e, os trabalhos aí realizados demonstram um estudo minucioso dos mestres italianos. Seria lá também que ele desenvolveria seu estilo próprio e viria a conhecer sua musa inspiradora, Anna Risi, também conhecida por Nanna Risi, ou simplesmente por Nanna, uma linda mulher que parecia emergir diretamente de um mundo antigo. Viaja para Roma e Viena, em 1973 tornando-se professor na Academia de Artes de Viena, porém mais tarde retornaria a Veneza onde permaneceu até sua morte em 4 de Janeiro de 1880.


Anselm Feuerbach - Nanna - Jahr 1860.



Anselm Friedrich Feuerbach - Nanna               Risi.


Anselm Friedrich Feuerbach - Nanna Risi - detail.         


Nanna, 1861, Germanisches                                           Nationalmuseum Anselm Feuerbach.



Feuerbach, foi o primeiro a perceber o perigo decorrente do desprezo da técnica, defendia que a mestria era necessária para expressar ideias, e, que uma caricatura mal desenhada, embora colorida, nunca podia ser a suprema realização na arte. Durante sua vida, Anselm Feuerbach se sentiu incompreendido e mal interpretado. Suas pinturas mostram a grandeza, a beleza e a nobreza do ser humano, porém os críticos contemporâneos clamavam à época, por drama e paixão nas artes pictóricas. Feuerbach, trazia a tona em suas obras mais a sensação do que a ação dramática propriamente dita, fazendo com que exalassem poesia desnudando a alma, ilustrando o antigo ideal humano. Podemos observar em suas obras "Banquete de Platão" velhos mestres filosofando sobre a beleza, imediatamente na composição “Medea” a personagem não é retratada assassinando seus próprios filhos em uma acesso de loucura, mas sim sentada em uma praia tristemente diante da imensidão do mar.


1874 - Anselm Feuerbach - Gastmahl Platon.


Anselm Feuerbach - Medea mit dem Dolch 1871


Suas pinturas com temas históricos ou religiosos geralmente elaboradas minuciosamente por ele que fazia inúmeros estudos à carvão ou sanguínea antes de iniciar um trabalho, usualmente pintados em grande escala nos presenteiam com luminosidade e cor, tornando-se bem populares e requisitadas à época, bem como seus “Portraits” os quais, no entanto, o artista não os considerava arte. Dizia saber ter sido designado a realizar grandes coisas e de que somente encontraria a paz para sua inquietude na hora de sua morte, porém, apesar deste padecimento espiritual em vida tinha a consciência de que suas obras viveriam para sempre.

Amazonenschlacht, 1873 – Anselm Feuerbach.


Anselm Feuerbach - Dante und Vergil in der Unterwelt, 1856.

Iphigenie, 1862 – Anselm Feuerbach.


Die Römer der Verfallzeit - 1850 (Detail) – Anselm Feuerbach.


Pietá - Anselm Feuerbach.


"A teologia é antropologia." - Anselm Feuerbach



 Anselm Feuerbach - Medea mit Kind – Skizze.


Anselm Feuerbach - Paolo and                                                                 Francesca, preparatory drawing.


Anselm Feuerbach - Orpheus and Eurydice, 1869.


"Se alguém lhe dá aquilo que chamamos de bom conselho, faça o oposto; você pode ter certeza que vai fazer a coisa certa nove em cada 10 vezes." - Anselm Feuerbach


Anselm Feuerbach - Romeo                                               and Juliet.


Anselm Feuerbach-Ricordo di Tivoli - 1867



Feuerbach Nereus and Oceanid – Study



Auto-retrato, Hermitage entre 1854 - 58.

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