28 de dez. de 2015

MARK OLICH (МАРК ОЛИЧ) – FOTÓGRAFO – A ARTE DE CAPTAR A LEVEZA DO CORPO E DA ALMA.

Mark Olich, Conceptual Photography.


“E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.” - Friedrich Nietzsche


Mark Olich, Conceptual Photography.


Mark Olich nasceu em Omsk em 1974 e atualmente vive em St. Petersburg, Rússia. Formado em teatro e em artes descobriu sua paixão pela fotografia em 2002. Ao se mudar de sua cidade natal para St. Petersburgo de inicio diz ter sofrido de uma crise de falta de criatividade e procurou emprego como cenógrafo, sendo contratado para tal para as apresentações no Teatro Mariinsky em São Petersburgo. Foi ali que se aventurou a capturar os bastidores das apresentações de balé e também dos longos dias de treinos dos bailarinos. O objetivo era o de retratar a fronteira tênue existente entre o que separa os bastidores dos palcos diferenciando a vida árdua e comum do glamour nos palcos na vida de um bailarino. Sua sensibilidade em captar estes momentos singelos dando-lhes beleza quase que teatral e transformando cada imagem em um quadro, como se tivesse sido pintado com tintas em vez de luz, fez com que logo fosse notado e requisitado para trabalhar como fotógrafo oficial do teatro.


Mark Olich.


Mark Olich at work.


Teatro Mariinsky em São                                                             Petersburgo.

Teatro Mariinsky em São Petersburgo, pátio interno.


Auditorium - Mariinsky                                                                                  theatre curtaine A.Golovin.


Mariinsky Ballet Company – photo by Mark Olich.

 Waiting at backstage - Photo by Mark Olich.    



Waiting at backstage - Photo by Mark Olich.  

Mark Olich Ballet Photography    


Student of Vaganova Ballet Academy - Photo by  Mark Olich.


Mariinsky Ballet Company – photo by Mark Olich.


Mariinsky Ballet Company – photo by Mark Olich.























Dançar é viver, voar sem ter asas, é expressar coração, é dizer sem falar uma palavra. Um dueto de passos, giros, saltos, leveza efêmera, suavidade de movimentos, pura poesia  transformada em gestos, eis o balé, assim é a dança. O mundo silencia e dá lugar á magia em forma de arte. Um vislumbre da união entre o material e o espiritual, o humano e o divino.

Mariinsky Ballet Company                                                                         – photo by Mark Olich.


                      Mariinsky Ballet Company photo by Mark Olich.


Mariinsky Ballet Company                                                                       photo by Mark Olich.



Mariinsky Ballet Company photo by Mark Olich



Mariinsky Ballet                                                                             Company photo by Mark Olich.


Mariinsky Ballet photo by Mark Olich.


Entre a luz e as sombras levitam os corpos, ora se alongando, ora se encolhendo, harmonia entre curvas e retas por onde ondulam os ritmos e compassos. Há beleza e sedução, feitiço e encanto. Pelas frestas do tempo, o momento tão fugaz se faz eterno. 


Mariinsky Ballet photo by                                                         Mark Olich.


Photo by Mark Olich.         



By Mark Olich.                               


Photo by Mark Olich.      


Ulyana Lopatkina and                                                                         Danila Korsuntsev


Mariinsky Ballet photo by Mark Olich.     


Bailarinos se lançam em absoluta confiança ao espaço vazio, após centenas de ensaios, dançam como que escrevendo um poema com seus corpos, como que desenhando um quadro no ar. Dançam como se soubessem que dançar é o segredo da eterna liberdade.


           Elisa Carrillo Cabrera.



Mariinsky Ballet Company – photo by Mark Olich.



Mariinsky Ballet Company –                                                               photo by Mark Olich.


Mariinsky Ballet Company – photo by Mark Olich.



Mariinsky Ballet Company                                                                     – photo by Mark Olich.


Mariinsky Ballet Company – photo by Mark Olich.


Mariinsky Ballet Company                                                                          – photo by Mark Olich.



Este é o mundo pelo qual o fotógrafo russo Mark Olich transita. Através das lentes de suas câmaras ele é capaz de captar a arte que está intrínseca em cada gesto, sabe colher como ninguém a essência de cada passo, e vai além, descrevendo em imagens silenciosas e cheias de significado, não apenas o dia a dia dos bailarinos, mas também suas almas, que se revelam diante de seu olhar. 


Mariinsky Ballet Company photo by Mark Olich.



Mariinsky Ballet Company  - photo by Mark Olich.


Photo by Mark Olich -                                                                            Saint Petersburg.


Mariinsky Ballet Companyphoto by Mark Olich.

Mariinsky Ballet Company                                                                          – photo by Mark Olich.



Mariinsky Ballet Company photo by Mark Olich.



Photo by Mark Olich -                                                                            Saint Petersburg.



Photo by Mark Olich 

     
         Photo by Mark Olich.



Backstage - Photo by                                                                    Mark Olich.


                   Eifman Balle - Mark Olich Photography – Red Giselle.


Photo By Mark Olich - Saint Petersburg.


































Eifman Balle - Mark Olich                                                                              Photography – Red Giselle.



Seus trabalhos estão impregnados do mundo do teatro e da dança e transmitem uma emoção profunda, um amor pela arte do movimento capturando momentos únicos no palco e atrás das cortinas revelando-nos um mundo fascinante e belo. Mark segue apenas uma regra fundamental ao fotografar: a de jamais interferir e, para tal tenta se manter no anonimato, o mais oculto possível o que lhe permite fotos completamente naturais e genuínas da vida que pulsa no dia a do Teatro Mariinsky.


Mark Olich Photography 


Waiting - Mark Olich                                                                             Photography.


     Backstage - Mark Olich Photography.


Entering on stage - Mark                                                                  Olich Photography.


 Like a flower - Photo by Mark Olich.


Mariinsky Ballet Company                                                                       photo by Mark Olich.



Diana Vishneva in Alexei Ratmansky’s Anna Karenina, Mariinsky Ballet 


Mariinsky Ballet Company                                                                       photo by Mark Olich.



Mariinsky Ballet Companyphoto by Mark Olich.


Mariinsky Ballet Company   - photo by Mark Olich.


Mariinsky Ballet Company                                                                       photo by Mark Olich.


"A Dança é a única arte na qual nós mesmos somos o material de que ela é feita." - Ted Shawn


Water Lily - Photo by Mark Olich.



Mark Olich.


The Ballerina dream - Mariinsky Ballet Company  - photo by Mark Olich

Texto - Delia Corecco Steiner.

24 de dez. de 2015

FELIZ NATAL 2015.

Arte Gráfica - Vanessa Corecco.

Prece de Natal.

"Que neste Natal,
eu possa lembrar dos que vivem em guerra,
e fazer por eles uma prece de paz.

Que eu possa lembrar dos que odeiam,
e fazer por eles uma prece de amor.

Que eu possa perdoar a todos que me magoaram,
e fazer por eles uma prece de perdão.

Que eu lembre dos desesperados,
e faça por eles uma prece de esperança.

Que eu esqueça as tristezas do ano que termina,
e faça uma prece de alegria.

Que eu possa acreditar que o mundo ainda pode ser melhor,
e faça por ele uma prece de fé.

Obrigada Senhor
Por ter alimento,
quando tantos passam o ano com fome.

Por ter saúde,
quando tantos sofrem neste momento.

Por ter um lar,
quando tantos dormem nas ruas.

Por ser feliz,
quando tantos choram na solidão.

Por ter amor,
quantos tantos vivem no ódio.

Pela minha paz,

quando tantos vivem o horror da guerra."



A todos vocês, que caminharam ao nosso lado durante este ano que vai findando agradecemos pela presença e pela luz e desejamos um Feliz e abençoado Natal e que 2016 lhes traga a realização de todos os sonhos.
Um grande abraço.
Delia Corecco Steiner.

1 de dez. de 2015

A ARTE DO BORDADO E UM POUCO DE SUA HISTÓRIA - PARTE II

Bordadeira – pintura de Masha Kurbatova


O Bordado foi um dos meios artísticos encontrados para retratar em tecidos o descobrir das luzes, o dar forma aos movimentos revelando-lhe seus aspectos, evidenciando as cores e matizes da natureza. Ontem e hoje bordam-se telas em diferentes tamanhos e com diferentes materiais, repetindo no bordado às qualidades cromáticas da pintura, a partir da percepção da natureza.



Neste exemplo o bordado evoca a lembrança das pinturas em antigos vasos chineses e retrata um ganso chinês em toda sua beleza. Observe o detalhe das penas.




Antique Japanese Purple Silk Padded Satin Stitch Embroidery.

















Embroidered Panel – Morris                                                                  and Company.       


Under the sea embroidery -  Arthur Ridley.


          Vintage Embroidery.



Como pudemos observar anteriormente (A ARTE DO BORDADO E UM POUCO DE SUA HISTÓRIA. PARTE I) a arte do bordado é quase tão antiga quanto às civilizações e nos acompanha desde então, como meio de expressão artística e cultural assim como arte decorativa.



É a partir do século VII, porém, que o interesse pelo bordado se ampliou tornando-se também mais contínuo no Ocidente. Nos séculos seguintes, sua prática intensificou-se, a ponto de abadias e mosteiros se transformarem em verdadeiras oficinas de artesanato. As rainhas e suas damas também se dedicavam ao bordado. Em breve apareceram brasões, escudos e pendões bordados a cores e em ouro e prata. No século XVI, difundiu-se o costume de bordar cenas semelhantes a pinturas, reproduzindo temas religiosos, históricos.


Two odalisques embroidering, 1754, copied from a painting by Carle van Loo.


Russian Pearl embroydery.


The Coronation Mantle of Roger II of Sicily, silk dyed with kermes and embroidered with gold thread and pearls. Royal Workshop, Palermo, Sicily, 1133–34.



St_Laurentius Mantel  in Gold bestickt  - XIX Jahrhundert.



Gown of Empress Matilda. Empress Matilda (c. 7 February 1102 – 10 September 1167), also known as Matilda of England.


This embroidered portrait miniature, Portrait of Charles I, is one of the most beautifully executed examples of professional embroidery from the seventeenth century.


Scenes from the Life of Abraham, mid-17th century. Biblical narratives were extremely popular subjects for seventeenth-century pictorial embroideries.


Mirror, third quarter of 17th                                           century embroidery.


Mirror, third quarter of 17th century - Detail.


Mirror, third quarter of                                                                     17th century embroidery - detail.


A tridimensionalidade do bordado e do uso criativo de materiais neste exemplo de bordado ladeando o espelho são muito impressionantes. A decoração deste espelho refere-se a uma união conjugal, simbolizada pelo casal ladeando o vidro do espelho tendo as duas casas senhoriais acima deles, e a figura da harmonia, sob o disfarce de uma jovem mulher tocando alaúde, na parte superior do espelho. O leão e o leopardo, heráldicos sugerem que o proprietário era um "Loyal Royalist", já que estes animais aparecem também no brasão real.





                                                        


Na imagem acima podemos observar uma caixa decorativa personificando os Cinco Sentidos. Oriunda do século XVII. a caixa (cabinet) é decorada com elementos ricamente trabalhados representando os cinco sentidos representados por mulheres vestidas elegantemente acompanhadas por criaturas simbólicas. Essa pequena caixa está equipada para portar instrumentos de escrita e tem uma construção incomum para uma caixa de bordado.




Embroidered coat of arms

English circa 1840. Silver and gilt threads on raised work applied to a silk ground.
This sumptuous embroidered panel intended for court use would have been produced by the professional Broderers’ Guild. The raised work is achieved by padding with heavy cords with the gilt and silver threads couched on top which almost gives the effect of carving. The eyes including those of the pair of cherubs above are applied glass beads. The latter with their palms of peace appear to be auxiliary supporters to the crown whilst both lion and unicorn are balancing on the scroll bearing the words ‘Dieu et mon droit’. The motto of the Order of the Garter encircles the central shield with the royal arms. Both panels are surrounded by foliate needlework simulating a picture frame. The initials ‘V R’ are worked in cord and applied to denote 'Victoria Regina'.

Man’s civil uniform coat Wool tabby                                                        with silk embroidery Italy 1805 – 1806.



A Itália era, então, o centro de todas as artes. Os bordados italianos serviam de modelo para toda a Europa. O bordado, que até então era plano ou em relevo, tornou-se recortado e rendado, dando origem às rendas. Na Renascença, o bordado assumiu a condição de artesanato puramente decorativo. Já então não se limitava a ornamentar as vestes religiosas e civis: seu uso estendeu-se à decoração de interiores, em tapeçaria, estofos para móveis, reposteiros etc. Nos séc. XVII e XVIII surgem os bordados a branco, mais finos e delicados imitando verdadeiras rendas, assim como o Ponto Cruz e Gobelin, este último totalmente a serviço da decoração de interiores e da ornamentação de tapeçarias. No século XVII, também se começou a bordar as toalhas de mesa, colchas e no século XVIII as roupas íntimas, dando preferência sempre ao bordado a branco.


Tunic from Palermo (1125-50), blue and gold silk, embroidered by gold, pearls and filigrees.          Kunsthistorishes Museum, Vienna.



Crown of Constance of Aragon. Holy Roman Empress in 12th Century.



































Coat of Arms with lions and the flags of Switzerland and the United States. Switzerland -  St. Gallen  White on     white Embroidery.


George I Walnut wing armchair with incredibly intricate needlepoint work.



The Lady and the Unicorn tapestry.


St. Galler Sickerei Muster,                                                                            Weiss in Weiss Stickerei.


Lucette Nurdin-Vigneron embroidering white on white satin - one of the few remaining master embroiderers in France in this esteemed and dying art.




















18th Century French Embroidery Sample Book.



No final do século XIX, início do século XX, surgiu o bordado a máquina. Foram criadas máquinas industriais assim como as máquinas a serem usadas por bordadeiras que eram máquinas de costura domésticas retas e a pedal. Na década de 50 surgiu ainda o bordado em máquina de costura elétrica Zig-Zag industrial, garantindo uma produtividade maior. Exigindo do bordador, entretanto, mais habilidade e agilidade, pois o movimento do bastidor tem que ser feito de forma manual.


 1869  -  primeira máquina de bordados à mão de três andares da fábrica Saurer em Arbon - Suiça.


A máquina de bordados                                manuais construída em 1890 por Saurer - Arbon – Suiça.


Hoje em dia: Os desenhos são bordados sobre o veludo preto para uma “Trachtenbluse”(camisa de traje típico da Suiça).















Detalhe "Trachtenbluse"  -  bordado                                                       feito por máquina de bordados manuais.


Bordando em Organza realizado na máquina de costura elétrica.

















Acompanhando a evolução tecnológica no mundo, na década de 80 surgiram as bordadeiras eletrônicas profissionais e industriais. Acompanhadas de softwares de criação aliaram ao antigo prazer de bordar à facilidade, praticidade, produtividade e a elevação da renda. Desde seu surgimento, as bordadeiras eletrônicas e os softwares de criação de bordados têm sido aprimorados constantemente. A cada ano surgem novos modelos com mais recursos para facilitar o trabalho dos bordadores. A partir das bordadeiras eletrônicas cresceu muito o número de homens envolvidos no trabalho de bordados, tanto na parte de software quanto na operação das máquinas. O bordado industrial como o próprio nome já diz é dirigido à indústria da confecção. Com máquinas que produzem múltiplos bordados iguais ao mesmo tempo. Essas máquinas são encontradas em grandes confecções ou empresas de bordados que normalmente prestam serviços somente para clientes com grandes produções.


Máquina bordadeira                                                                            eletrônica caseira.



                 Máquinas de bordar eletrônicas aliadas a um software.


                       Máquina bordadeira eletrônica Industrial.


Apesar da então reprodução mecânica de todos os tipos de bordado, certos gêneros caíram em desuso e ocorreu um fenômeno de revalorização dos bordados manuais, o bordado a branco, o bordado de cor, que inclui os trabalhos de ouro e prata, e o bordado sobre tela, que inclui a tapeçaria, executado a agulha com lãs ou sedas.


Poppies - White on White Embroidery.


Bordado colorido.


Vintage embroider woolen                                                                           Needlepoint canvas tapestry.


Bordado sobre tela – Tapeçaria Francesa.


O bordado a branco ou aquele com aplicações complementares (pedrarias, pérolas etc...) acabaram por se tornar símbolos de alto nível social. Até a década de 1950, inclusive, era costume o uso de peças bordadas em branco sobre branco: Roupas de cama, lençóis, toalhas de mesa e lenços. O bordado da ilha da Madeira, executado em fio azul bem claro sobre tecido branco, fazia parte do enxoval dos bebês.


White on White embroidery – St. Gallen – Switzerland.


Toalha de bordado Madeira em linho bordado com linha antiga azulada.





















           Capas de almofada em bordado Richelieu, branco sobre branco.




18 de nov. de 2015

120.000 VISUALIZAÇÕES.

Arte gráfica - Vanessa Corecco Calado.


"A arte começa onde a natureza termina."- Marc Chagall

"Art picks up where nature ends."- Marc Chagall

"Die Kunst beginnt dort, wo die Natur endet."- Marc Chagall

"El arte comienza donde termina la naturaleza." - Marc Chagall

“L'art commence où finit la nature.” - Marc Chagall

"L'arte comincia dove finisce la natura." - Marc Chagall

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