3 de fev. de 2013

ARTE & CIÊNCIA - UMA RAZÃO SENSÍVEL

Divina Proporção - Proporção Àurea - Número de Ouro - Número de Deus - Parte dois

 
 

"Na origem, na gênese universal, Deus ao criar os ‘moldes’ para a geração do universo, sem dúvida, usou como um desses moldes divinos um número. Mas não um número qualquer, e sim, um número especial, um número que estivesse presente na massa  informe e colossal do universo em criação. Este número cósmico e ao mesmo tempo mítico está presente em diversos corpos e fenômenos da natureza, formando uma espécie de ‘DNA’ universal, sendo encontrado em conchas de moluscos, pétalas de girassóis, gomo de abacaxis, no corpo humano, nos chifres de cordeiros selvagens..., e até nos confins do universo.”
 
 
De fato, a matemática e os matemáticos, a arte e os artistas se misturam o tempo todo nas mais diversificadas práticas. Seus territórios se cruzam constantemente através da exploração de conceitos como os de topologia, caos, belo, proporção, forma, simetria, espaço, ritmo, fluxo, (dês) continuidade, construção da perspectiva entre tantos outros.
 

                              Qual destas imagens parece mais "natural" para você?

                        (a imagem do meio possui a proporção áurea.)
 
A preocupação com a beleza, física ou do meio não é recente. A todo o momento, fazemos julgamentos estéticos. Isto já vem dos nossos ancestrais. Acreditamos que desde os tempos primitivos o ser humano tem permanecido em “estado de indagação” sobre a harmonia e a beleza do universo. Mas quais os critérios que nos baseamos para realizarmos nossas avaliações?
 
Na tentativa de justificar o belo, definir a beleza, o homem procurou estabelecer uma ordem de comparação entre os objetos que o rodeiam. A Matemática guarda uma relação estreita com o belo, com o esteticamente agradável, que por muitas ocasiões aflora em seus mais variados temas.
 
Durante séculos, especialmente na Grécia Antiga, a beleza foi um conceito intimamente ligado à Geometria. Platão acreditava que o belo residia no tamanho apropriado das partes, que se ajustavam de forma harmônica no todo, em equilíbrio.
 
Muitos acreditavam que a personificação desse ideal seria Helena de Tróia, que por possuir uma beleza tão deslumbrante, foi elevada à categoria de semideusa. No Egito, tinha-se como referencial de beleza a rainha Nefertiti, esposa do faraó Amenófis IV, que possuía um semblante perfeitamente simétrico e perfil bem delineado.
 
 
 
 
 A história deste enigmático número, sendo empregado na arte e na arquitetura perde-se na antiguidade. No Egito as pirâmides de Gizé foram construídas tendo em conta a razão áurea: a razão entre a altura de uma face e a metade do lado da base da grande pirâmide é igual ao número de ouro. Por exemplo, cada bloco da pirâmide era 1.618 vezes maior que o bloco do nível a cima. As câmaras no interior das pirâmides também seguiam essa proporção, de forma que os comprimentos das salas são 1.618 vezes maior que as larguras.
 
 
Pirâmides de Gizê
 
 
Os Egípcios consideravam o número de ouro sagrado, tendo uma importância extrema na sua religião, e chamavam-no não de número de ouro, mas sim de "número sagrado". Utilizavam-no para a construção de templos e sepulcros para os mortos, pois consideravam que caso isto não acontecesse, o templo poderia não agradar os Deuses ou a alma do falecido não conseguiria chegar ao seu destino. Além disso, os Egípcios consideravam-no muito agradável esteticamente, usando-o também no seu sistema de escrita e na decoração dos seus templos.
 
 
 
Proporções que os egípcios usavam nos cálculos da construção das pirâmides.
 
No início da construção da grande pirâmide, fixou-se sua orientação segundo a constelação da Mão de Touro ou hoje conhecida como constelação da Ursa maior, estabelecendo uma linha em ângulo reto em relação a ela por meio de um retângulo 3:4:5, e a partir dele, todo o templo foi esboçado. 
 

 
 
A Seção Áurea ou PI foi muito bem utilizada. Ela foi edificada com uma planta baixa quase perfeita de 775 pés e com ângulos de ascensão 51° 52'. Seu volume é de 6,5 milhões de toneladas de calcário. O ângulo de ascensão dá à Grande Pirâmide uma propriedade geométrica única, que representa a quadratura mística do círculo: sua altura está para a mesma razão da sua circunferência, assim como o raio para a circunferência de um círculo. Essa razão é ½ de PI. PI sendo igual a 3.1416, cujo número transcendental que está representado, assim está representado com uma margem de erro de apenas 0,1%.
 
 
Pirâmide de Quéops
 


Outro exemplo da proporção áurea na antiguidade é o Papiro de Rhind (Egípcio ou Ahmes) que mede 5,5 metros de comprimento por 0,32 metros de largura, datado aproximadamente no ano 1650 a.C. onde encontramos um texto matemático na forma de manual prático que contém 85 problemas copiados em escrita hierática pelo escriba Ahmes de um trabalho mais antigo. Refere-se a uma 'razão sagrada' que se crê ser o número de ouro. Esta razão ou seção áurea também aparece em muitas estátuas da antiguidade. O Papiro de Ahmes mostra-nos ainda os planos para a construção da Grande Pirâmide de Gizé (4.700 a.C.), com proporções de acordo com o "número sagrado". Medidas recentes desta pirâmide mostram que os lados da pirâmide parecem ser triângulos de ouro.

 A imagem do "Papiro de Rhind" pode ser observado abaixo:





Papiro de Rhind ou Ahmes.
 
 
 
A Arte Egípcia
Durante a maior parte da história do Egito, as proporções da figura humana foram relacionadas com a largura da palma da mão, e baseavam-se no "número sagrado".
Os Egípcios usavam medidas estabelecidas pelas proporções do corpo humano devido ao fato de estas serem proporcionais, de acordo com a razão de ouro (0.618...), tornando as suas obras esteticamente mais agradáveis. Estas idéias foram utilizadas pelos construtores e artesãos, para estabelecer as malhas quadrangulares que usavam para as proporcionalidades do seu trabalho.
 
 
Artesãos Egípcios usando malhas quadrangulares para realizar as pinturas com Proporção
 
 
 
Acima: Arte Egípcia
 
Os Hieróglifos
Muitos hieróglifos têm proporções baseadas no número de ouro. Os Egípcios utilizavam o número de ouro para que fosse mais fácil que todos conseguissem escrever de acordo com as mesmas proporções.
                                      
Arte Egípcia com Hieróglifos
 
             
                                                           Hieróglifos Egípcios.


 
                                 
Hieróglifos e a Proporção Àurea.
 
 
 

Nas figuras acima, a letra "h" é, de fato, uma espiral de ouro. Outros símbolos, como o "p" e "sh" são retângulos de ouro. O uso das mãos e dos pés nos hieróglifos mostra que os Egípcios tinham conhecimento que o corpo humano está relacionado de diversas formas com o número de ouro.


Grécia


Construido há muitas centenas de anos depois por volta de 447 e 443 a.C,o Parthenon Grego, templo representativo do séc. de Péricles contêm a Razão Àurea no retãngulo que possuí sua fachada, o que revela a preocupação de se realizar uma obra bela e harmoniosa.Fídias foi o escultor e arquiteto encarregado da construção deste templo. A designação adaptada para o número de ouro é a inicial do nome deste arquieteto, a letra grega Φ (Phi maiúsculo).Pitágoras acreditava que o estudo da Proporção Àurea revelava os segredos da criação do universo.




 
 
Parthenon
 

Captéis que adornam o Parthenon Grego de Atenas.
                 
                  Note que até nos detalhes foi seguida a proporção áurea.


 
 
O retângulo áureo aparece inúmeras vezes quando ajustado às estruturas da obra.










25 de jan. de 2013

A ARTE PROIBÍDA.

                                                                            


Alexander Volkov (1886 - 1957)
 Oil on canvas.
Savistky Art Museum, Nukus, Karakalpakstan, Uzbekistan


Recentemente estive assistindo a um documentário sobre a vida de Igor Stavítsky. Muito me impressionou sua coragem e determinação em resgatar obras de arte por toda a Rússia na época em que o comunismo consumia aquela região do mundo proibindo qualquer manifestação artística que não enaltecesse as “benesses” deste regime totalitário.
Gostaria de dividir com vocês um pouco do que pude pesquisar, uma vez que fiquei encantada com as obras que pude ver. Espero que gostem e divulguem.


Museu Igor Savítsky, Uzbequistão.

Nukus-Savitsky-Museum-Plaque.

O Museu de Arte Nukus, ou nomeado de Museu Igor Savitsky em homenagem a seu fundador, é um museu de arte que possui sua sede em Nukus capital da República Autônoma de Karakalpakstan no noroeste do Uzbequistão, na base sul do Mar do Aral. Inaugurado em 1966, o museu abriga uma coleção de mais de 82 mil itens, que vão desde antiguidades a arte popular do Uzbequistão denominada, Khorezm Karakalpak. É a segunda maior coleção de arte russa no mundo, ficando logo atrás da coleção do Museu de São Petersburgo. O museu representa o trabalho de toda uma vida de Igor Savítsky, cujo legado inclui milhares de tesouros artísticos e culturais em exposição permanente, o que o torna um dos edifícios mais interessantes da arte antiga e moderna. Hoje chamada, por conhecedores, colecionadores e apreciadores de arte como “A pérola do deserto” - ou, como a revista francesa Télérama recentemente o chamou: “Le Louvre des Steppes”.
Fisherwomen de Rostislav Barto (1902 – 1974)
Oil on Cardboard, 1930
Savistky Art Museum, Nukus, Karakalpakstan, Uzbekistan


 Como a arte sobrevive numa época de opressão? Durante o regime soviético os artistas que se mantiveram fiéis a seu modo de pensar foram executados, mandados para sanatórios ou "gulags" campos de concentração soviéticos.


On his Knees de Lev Galperin (1886 - 1938)
Tempera on paper
Savistky Art Museum, Nukus, Karakalpakstan, Uzbekistan


O artista auto didata Lev Galperin (1886 – 1938), judeu russo, cuja obra podem apreciar acima, foi indiciado pelo Regime Comunista, pela forma como ele descreveu os seus líderes. Suas pinturas eram consideradas como contra-revolucionárias. Em seu depoimento, Galperin negou a presença da arte como expressão de Liberdade na União Soviética e se dizia cético sobre o sistema estabelecido. Ele cumpriu parte de sua pena em Karlag, em seguida, foi transferido para Dmitlag na região de Moscou. Seu certificado de óbito diz: "Causa da morte: execução por fuzilamento”.


 Igor Savitsky

A situação destes artistas e sentindo o próprio senso da alienação imposta ao tempo, sociedade e lugar em que ele vivia  inspirou o jovem Igor Savitsky. Russo nascido em Kiev em 1915, arqueólogo, artista e colecionador, filho de  acadêmicos e neto de um aristocrata, ele foi criado em meio as histórias de horror da revolução bolchevique. Seu avô foi sumariamente executado em 1919. Sua casa, como a de todos os "inimigos da revolução" queimada com móveis, pinturas e livros... De uma forma nada convencional, Igor Savitsky, viria a ser o fundador do NUKUS MUSEUM OF ART, no Usbequistão.

Igor Savitsky.

Interior do museu Igor Savitsky.

                                          Interior do museu Igor Savitsky.
Fingiu comprar arte aprovada pelo Estado, mas resgatou ousadamente 40 mil obras proibidas e criou um museu no deserto do Uzbequistão, longe dos olhos atentos da KGB. Embora fosse um artista pobre, de forma inteligente obteve o dinheiro para comprar essa arte das mesmas autoridades que a proibiam. Savitsky reuniu uma mistura eclética extraordinária de arte russa de vanguarda. Entretanto, sua maior descoberta foi uma escola desconhecida de artistas que se estabeleceram no Uzbequistão depois da Revolução Russa de 1917, representando uma cultura islâmica única e exótica  Eles desenvolveram um estilo surpreendentemente original, fundindo o modernismo europeu com tradições orientais seculares.
 

Artists Alexander Volkov and Ural Tansykbaev, 1920.
              Group photo of the artists represented in the Savitsky Collection
                                  Tashkent, Uzbekistan 1930.
(Alexander Volkov at top, Nikolay Karakhan to his right, bottom right Ural Tansykbaev).

                               Coffee House de  Grigoriev Nikolay (1880 - 1943) 
                                                Oil on canvas
                     Savistky Art Museum, Nukus, Karakalpakstan, Uzbekistan


Weaving women  de Darya Kazakh
Oil on canvas
Savistky Art Museum, Nukus, Karakalpakstan, Uzbekistan


Reading the Newspaper (1938) de Nikolay Karakhan
Oil on canvas
 Savistky Art Museum, Nukus, Karakalpakstan, Uzbekistan


Na década de 90, quando jornalistas e diplomatas ocidentais descobriram o museu, pareceu o início de um conto de fadas do mundo das artes. Expostas em molduras simples estavam obras do mais alto nível, referentes a toda a variedade de estilos do início do século XX. A coleção de Savitsky prometia preencher um capítulo que faltava na história da arte, com a produção de artistas soviéticos em grande parte esquecidos, que estavam explorando novos rumos antes do início dos anos 30, quando o regime de Stalin condenou a "decadente arte burguesa" em favor de imagens idealizadas de operários e camponeses, o novo realismo socialista, assim infelizmente fazendo uso da arte como instrumento de adestramento e dominação do homem ou - pior ainda - de um povo inteiro.
                               Stalin et Vorochilov au Kremlim, 1938 Realismo Socialista,
                                  de Aleksandr Guerassimov.



Cartaz típico realismo socialista “o que a Revolução de Outubro deu as camponesas”.
 
                                                    Cartaz típico realismo socialista “Stalinismo”.
 Acima: manifestações artísticas consideradas  em sintonia com o realismo socialista - com imagens idealizadas de operários, camponeses e líderes soviéticos.
A arte produzida na Rússia durante o primeiro trimestre deste século teve uma profunda influência sobre tudo o que hoje conhecemos como moderno. Uma constelação brilhante de artistas talentosos surgiu num momento em que muitos russos acreditavam que eles estavam à beira de uma nova época, em que o espírito humano seria verdadeiramente liberado pela primeira vez. Procurando transmitir sua excitação, eles produziram um corpo de trabalho cuja originalidade foi tão extraordinária que o sistema soviético provou ser incapaz de tolerá-lo. Em uma das grandes tragédias da história da arte, a vanguarda russa foi esmagada em 1930. Hoje em Nukus, no entanto, eles não somente sobrevivem, mas triunfam. Vejam alguns exemplos a seguir:


                                              Street in old Khiva de  Igor Savítsky
                                                    Oil on canvas
                   Savistky Art Museum, Nukus, Karakalpakstan, Uzbekistan


                                 Women going to BathHouse  de  Ruvim Mazel (1890 - 1967)
                                  Paper,  gouache  and water color
                      Savistky Art Museum, Nukus, Karakalpakstan, Uzbekistan


                               Portrait of a Woman de Vasiliy Millioti (1875 - 1943)
                                              Oil on canvas
                   Savistky Art Museum, Nukus, Karakalpakstan, Uzbekistan

                                              Portrait of Sardan 1928 by Vera (Runa) Pshesetskaya
oil on canvas
Savistky Art Museum, Nukus, Karakalpakstan, Uzbekistan



Building a Road (1932) de Nikolay Karakhan
Oil on canvas
Savistky Art Museum, Nukus, Karakalpakstan, Uzbekistan


Só os especialistas sabem os nomes dos pintores expostos no museu Igor Savitsky. Não, o museu não expõe Kandinsky’s, Chagall’s e Malevich’s, mas sim, fala de artistas que não puderam, ou não, fugiram do terror stalinista que se abateu sobre a URSS. Eles pagaram com a sua liberdade ou com a vida, e às vezes com ambos. Seus expoentes foram silenciados, presos, deportados para Gulags, exilados, enlouquecidos ou assassinados. Suas biografias são breves. Data e local de nascimento, os estudos em Moscou, Kiev, por vezes, casamento, filhos, um trabalho e, de repente o vazio! Nada. Desaparecimento sem deixar rasto. Parado, o artista desapareceu, como se nunca tivesse existido. Tomados em conjunto, todas estas vidas quebradas cujas pinturas mostram dizer muito mais do que a história da arte. Não há palavras para coincidir com a emoção que se sente ao observar estas obras de arte reunidas neste museu que é de fato, muito mais que um museu: É um memorial da vida.
                                       A Horseman in Red, Autumn (1961) de Arkadiy Stavrovskiy
Oil on canvas
Savistky Art Museum, Nukus, Karakalpakstan, Uzbekistan


                                                         Alcoholic (1928), de Arkadiy  Stavrovskiy    
Oil on canvas
  Savistky Art Museum, Nukus, Karakalpakstan, Uzbekistan

                                                   CrimsonAutumn 1931 de  Ural Tansykbayev
Oil on canvas
Savistky Art Museum, Nukus, Karakalpakstan, Uzbekistan


                                                           Apocolypse  de Alexey Rybnikov
Oil on canvas
 Savistky Art Museum, Nukus, Karakalpakstan, Uzbekistan


                                                  Ubayda (1926)  de Vasiliy Rozhdestvenskiy
 Oil on canvas
Savistky Art Museum, Nukus, Karakalpakstan, Uzbekistan


                                                     Kuzminki (1911) de Aleksey Morgunov
 Oil on canvas
 Savistky Art Museum, Nukus, Karakalpakstan, Uzbekistan


                                              Coloured Sails (1930) de Vladimir Timirev
 watercolor on paper and pencil drawing
Savistky Art Museum, Nukus, Karakalpakstan, Uzbekistan


                                                        The Bull de Vladimir Lysenko 
                                                 Oil on canvas 
Savistky Art Museum, Nukus, Karakalpakstan, Uzbekistan

Perto de sua morte e já bem debilitado por sua doença, na década de oitenta, Savitsky entregou o controle do Museu a Marinika Babanazarova, filha do cientista Karakalpak M.Nurmuhamedova (amigo de Savitsky), uma mulher notável que agiu como custodiante para o museu, sua cultura e visão de Savitsky desde então. Hoje é diretora do museu e junto com sua equipe de especialistas e restauradores dedicados ela tem cuidado e defendido esta coleção única de Savitsky por 28 anos.

Marinika Babanazorova, diretora e curadora do Savítsky Art Museum.


Igor V. Savitsky

Sugiro ainda que procurem assistir ao documentário “O Deserto da Arte Proibida” (The Desert of Forbidden Art) de Amanda Pope e Tchavdar Georgiev, que conta a história de Igor V. Savitsky, colecionador obsessivo ao qual é atribuído o mérito de ter salvo dezenas de milhares de obras de arte anteriormente nas mãos das autoridades soviéticas.



An  Artists prophecy:
"In my dream I saw a creature, his eyes like the barrels of a gun. I called the painting 'Fascism Is Advancing', Yevgeny Lysenko".
 A profecia de um artista:
"No meu sonho vislumbrei uma criatura, seus olhos como o cano de uma arma. Dei o nome a pintura de “Avança o Fascismo”, Yevgeny Lysenko".


 Lysenko é apenas um dos muitos artistas a emergir neste documentário como anônimos - e, por vezes, presos ou institucionalizados - heróis da era stalinista, artistas que contrariaram as restrições do realismo social para fazer obras de arte que eram abstratas, anti-fascistas ou de outra forma considerados "degenerados". Fizeram o que deve fazer o artista, fizeram simplesmente Arte.

 
Para mais informações sobre o museu, sua história e obras que abriga:
Para informações sobre o que o governo do Uzbequistão pretende fazer com o museu e o perigo que suas obras correm novamente:













21 de jan. de 2013

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